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Conheça as principais doenças do coração e suas causas:

 

ARRITMIAS

São alterações na freqüência e/ou ritmo do coração. Existem fatores assintomáticos ou sintomáticos, é aquela “batedeira” ou palpitação no peito, causando suor frio, tontura, dor no peito, falta de ar e até desmaios. Além de ser mais comum em pessoas com problemas cardíacos, ela tem origem muitas vezes em fatores externos, como: cafeína, bebidas alcoólicas, estresse, cigarro e drogas.

É importante salientar que a arritmia não é um ataque cardíaco. Arritmia são distúrbios elétricos no coração e o ataque cardíaco é uma obstrução do fluxo de sangue nas artérias do coração.

Quais são as causas?

Pode ser causada pelo músculo cardíaco ou pelo próprio sistema elétrico do coração. Outras causas podem incluir certas medicações, excesso de álcool, fumo, cafeína e drogas, baixo teor de oxigênio no sangue e estresse.

ENDOCARDITE

Endocardite é uma infecção que acomete a membrana que envolve as válvulas cardíacas, podendo atingir também outras estruturas do coração.

Os casos de endocardite causadas por agentes infecciosos, como bactérias ou fungos, recebem o nome de endocardites infecciosas. Os agentes mais comumente causadores dessa infecção são: estreptococos, estafilococos, enterococos e algumas bactérias gram-negativas. Existem também os casos de inflamações do endocárdio resultantes de doenças auto-imunes, onde não são encontrados agentes infecciosos.

A endocardite pode ser aguda ou subaguda. O primeiro caso é caracterizado por intensa toxicidade e rápida progressão, podendo evoluir em dias para óbito. Normalmente acomete órgãos distantes do coração, como cérebro, rins, pulmões, fígado e olhos, e tem como agente mais comum o Staphylococcus aureus. Já no caso da endocardite subaguda, a evolução é mais demorada, persistindo por até meses e, na grande maior parte dos casos, é causada por Streptococcus viridans, Enterecoccus sp., Staphylococcus sp. coagulase negativos ou bacilos gram-negativos.

Os principais sintomas apresentados por indivíduos acometidos com endocardite são:

· Febre;
· Calafrios;
· Sudorese em excesso;
· Perda de peso;
· Mal estar;
· Perda de apetite;
· Tosse;
· Cefaléia;
· Náuseas;
· Vômitos;
Alterações cardíacas, como agravamento súbito de uma doença cardíaca previamente existente.

A endocardite pode levar a diversas complicações, como insuficiência cardíaca, embolização de pedaços da vegetação (agente causador que se fixou e se multiplicou na válvula cardíaca), que pode resultar em embolia pulmonar, infarto e acidente vascular (AVC). No rim pode haver uma glomerulonefrite, evoluindo para insuficiência renal aguda e necessidade de hemodiálise.

O diagnóstico é feito por meio da demonstração de vegetação, por métodos de ecocardiografia, e pela demonstração da infecção sanguínea, por meio da hemocultura.

O tratamento é foi com administração endovenosa de antibióticos, durante 4 semanas. Quando há destruição da válvula cardíaca, se faz necessária uma cirurgia de troca da desta, com implantação de uma válvula artificial.



CHAGAS

Doença de Chagas

Doença causada pelo protozoário parasita Trypanosoma cruzi que é transmitido pelas fezes de um inseto (triatoma) conhecido como barbeiro. O nome do parasita foi dado por seu descobridor, o cientista Carlos Chagas, em homenagem ao também cientista Oswaldo Cruz. Segundo os dados levantados pela Sucen, esse inseto de hábitos noturnos vive nas frestas das casas de pau-a-pique, ninhos de pássaros, tocas de animais, casca de troncos de árvores e embaixo de pedras.

Transmissão

A doença de Chagas não é transmitida ao ser humano diretamente pela picada do inseto, que se infecta com o parasita quando suga o sangue de um animal contaminado (gambás ou pequenos roedores). A transmissão ocorre quando a pessoa coça o local da picada e as fezes eliminadas pelo barbeiro penetram pelo orifício que ali deixou.

A transmissão pode também ocorrer por transfusão de sangue contaminado e durante a gravidez, da mãe para filho. No Brasil, foram registrados casos da infecção transmitida por via oral nas pessoas que tomaram caldo-de-cana ou comeram açaí moído. Embora não se imaginasse que isso pudesse acontecer, o provável é que haja uma invasão ativa do parasita diretamente através do aparelho digestivo nesse tipo de transmissão.

Sintomas

Febre, mal-estar, inflamação e dor nos gânglios, vermelhidão, inchaço nos olhos (sinal de Romanã), aumento do fígado e do baço são os principais sintomas. Com frequência, a febre desaparece depois de alguns dias e a pessoa não se dá conta do que lhe aconteceu, embora o parasita já esteja alojado em alguns órgãos.

Como nem sempre os sintomas são perceptíveis, o indivíduo pode saber que tem a doença, 20, 30 anos depois de ter sido infectado, ao fazer um exame de sangue de rotina.

Meningite e encefalite são complicações graves da doença de Chagas na fase aguda, mas são raros os casos de morte.

Evolução

Caindo na circulação, o Trypanosoma cruzi afeta os gânglios, o fígado e o baço. Depois se localiza no coração, intestino e esôfago. Nas fases crônicas da doença, pode haver destruição da musculatura e sua flacidez provoca aumento desses três órgãos, o que causa problemas como cardite chagásica (aumento do coração), megacólon (aumento do cólon que pode provocar retenção das fezes) e megaesôfago, cujo principal sintoma é a regurgitação dos alimentos ingeridos. Essas lesões são definitivas, irreversíveis.

A doença de Chagas pode não provocar lesões importantes em pessoas que apresentem resposta imunológica adequada, mas pode ser fatal para outras.

Diagnóstico e período de incubação

O período de incubação vai de cinco a 14 dias após a picada e o diagnóstico é feito através de um exame de sangue, que deve ser prescrito, principalmente, quando um indivíduo vem de zonas endêmicas e apresenta os sintomas acima relacionados.

Tratamento

A medicação é dada sob acompanhamento médico nos hospitais devido aos efeitos colaterais que provoca, e deve ser mantida, no mínimo, por um mês. O efeito do medicamento costuma ser satisfatório na fase aguda da doença, enquanto o parasita está circulando no sangue. Na fase crônica, não compensa utilizá-lo mais e o tratamento é direcionado às manifestações da doença a fim de controlar os sintomas e evitar as complicações.

Recomendações

· Como não existe vacina para a doença de Chagas, os cuidados devem ser redobrados nas regiões onde o barbeiro ainda existe, como o vale do Jequitinhonha, no norte de Minas Gerais, e em algumas áreas do nordeste da Bahia;

· Pessoa que esteve numa região de transmissão natural do parasita deve procurar assistência médica se apresentar febre ou qualquer outro sintoma característico da doença de Chagas;

· Portadores do parasita, mesmo que sejam assintomáticos, não podem doar sangue;

· A cana-de-açúcar deve ser cuidadosamente lavada antes da moagem e a mesma precaução deve ser tomada antes de o açaí ser preparado para consumo;

· Eliminar o inseto transmissor da doença ou mantê-lo afastado do convívio humano é a única forma de erradicar a doença de Chagas.



INFARTO

O que é:

O infarto agudo do miocárdio, popularmente conhecido por ataque cardíaco, é uma condição caracterizada pela falta de sangue no coração devido a uma obstrução na artéria coronária, que pode ser causada pela má alimentação e sedentarismo.

Seu sintoma característico é a dor no peito que irradia para o braço esquerdo, mas 50% dos pacientes sentem outros sintomas não clássicos como uma dor de estômago, em forma de aperto ou a mesma sensação na garganta.

Sintomas do Infarto

Ao iniciar um quadro de infarto o indivíduo pode sentir:

· Dor do lado esquerdo do peito, em aperto, ou angústia;
· Dormência no braço esquerdo;
· Palidez;
· Náuseas e
· Tonturas.

Mas nem sempre o indivíduo apresenta estes sintomas clássicos.

Outros sinais que podem indicar um infarto são:

· Dor de estômago, em forma de aperto, como se tivesse um peso em cima;
· Dor nas costas;
· Sensação de gases no estômago;
· Enjôo;
· Mal estar;
· Começar a suar frio;
· Falta de ar.

Ao suspeitar de que algo não está bem, recomenda-se ligar para o número 192 (SAMU) e chamar uma ambulância ou levar o indivíduo para o hospital.
Como Identificar o Infarto

O infarto pode ser identificado através dos sintomas citados acima. Além disso, o médico poderá requisitar exames como a Angiografia coronariana, Ecodoppler e a Dosagem das enzimas cardíacas, para avaliar a extensão e a gravidade do problema.
Causas do Infarto

A maior parte das causas de um infarto é o bloqueio da passagem de sangue devido ao processo de aterosclerose, isto é, a formação de placas de gordura nas artérias. O seu acúmulo vai diminuindo o fluxo sanguíneo daquela região até que o sangue não consiga passar causando o infarto.

Outra causa é o espasmo da coronária, onde ela fecha-se abruptamente devido ao fumo, como consequência do uso de drogas como a cocaína, por exemplo, hipotermia ou dor excessiva.

Fatores de risco para o Infarto

Alguns fatores de risco que aumentam as chances do indivíduo ter um infarto são hábitos como:

· Fumar;
· Ter a pressão arterial descontrolada;
· Colesterol alto;
· Obesidade;
· Sedentarismo;
· Pedra nos rins;
· Diabetes e
· Ter mais de 45 anos.

Outro fator importante é o familiar, quando um indivíduo possui algum parente próximo como pai, mãe, avós ou irmão com doenças cardíacas ele possui mais chances de sofrer um infarto do que os outros com famílias saudáveis.
Tratamento para Infarto

O tratamento imediato para o infarto é o internamento hospitalar. Lá poderá ser oferecida uma máscara de oxigênio para que o paciente respire mais facilmente e serão administrados medicamentos como antiagregante plaquetário, aspirina, anticoagulantes, Inibidores da ECA e beta-bloqueadores o mais rápido possível.

O tratamento busca diminuir o tamanho da área afetada e reduzir as complicações pós infarto. Envolve cuidados gerais como repouso, monitorização intensiva da evolução da doença, uso de medicações e até angioplastia coronária ou cirurgia cardíaca.

A previsão de evolução do paciente, será sempre mais favorável quanto menor a área de infarto e mais precoce o seu tratamento.



Insuficiência Cardíaca

A insuficiência cardíaca é uma doença do músculo do coração, que resulta em um déficit de bombeamento do sangue pelo coração. Assim, o coração não pode enviar sangue suficiente para os diferentes órgãos do corpo, causando vários efeitos colaterais, incluindo insuficiência renal, edema, insuficiência pulmonar, por exemplo.

A insuficiência cardíaca afeta principalmente as pessoas mais velhas e ocorre cada vez com mais frequência, devido ao envelhecimento da população.

Os principais sintomas da insuficiência cardíaca são a fadiga, sonolência, confusão e edema.

O diagnóstico da insuficiência cardíaca consiste em primeiro lugar em detectar os sintomas, seguido por um exame clínico. O médico também pode realizar uma radiografia, eletrocardiograma, a fim de avaliar a função cardíaca.

Muitos medicamentos são utilizados para tratar a insuficiência cardíaca. O médico irá recorrer aos medicamentos anti-hipertensivos, com diuréticos ou inibidores da enzima conversora de angiotensina (ECA).

Paralelamente a essas drogas, é possível melhorar o prognóstico cuidando da forma física e da alimentação.

Definição de Insuficiência Cardíaca

A insuficiência cardíaca é o resultado de uma diminuição da capacidade de bombeamento do coração. O débito cardíaco é bastante reduzido, causando vários efeitos colaterais, tais com

· Congestão venosa devido ao fraco retorno venoso, o aparecimento de edema, bem como o aumento do volume de certos órgãos como o fígado;

· A congestão pulmonar, com a estagnação nos pulmões, diminuição da função pulmonar e doenças respiratórias.

O músculo cardíaco é composto de duas partes (lado esquerdo e direito), entre os jovens, os efeitos podem ser diferentes, dependendo da parte afetada. É necessário especificar se a insuficiência cardíaca ocorreu do lado esquerdo ou direito. Por outro lado, em relação às pessoas mais velhas, os dois lados do coração são geralmente afetados da mesma maneira.

A insuficiência cardíaca é dividida em dois tipos principais, a insuficiência cardíaca sistólica (mais comum) e a insuficiência cardíaca diastólica.

Na insuficiência cardíaca sistólica, o coração se contrai menos, não sendo possível enviar todo o sangue. Uma parte do sangue permanece nos ventrículos (cavidades inferiores do coração), e posteriormente causando um acúmulo de sangue nas veias.

Na insuficiência cardíaca diastólica, o coração não relaxa após a contração. Assim, suas cavidades não são preenchidas normalmente e novamente ocorre um acúmulo de sangue nas veias.
Causas da Insuficiência Cardíaca

A insuficiência cardíaca pode ser causada por todas as doenças que afetam o coração, direta ou indiretamente. Em princípio, a insuficiência cardíaca é unilateral. Se ela afeta a capacidade de bombear o sangue do coração para o resto do corpo, é chamada de insuficiência cardíaca sistólica (ICS). Por outro lado, falamos de insuficiência cardíaca diastólica (ICD), quando há uma falha na capacidade de enchimento de sangue no coração. Em pessoas idosas ou com certas doenças, como hipertensão, podem ser encontrados os dois tipos de insuficiência cardíaca, ao mesmo tempo.

Em todos os casos de insuficiência cardíaca, o corpo vai utilizar um mecanismo de compensação. Este mecanismo vai permitir uma melhor função cardíaca à curto prazo, pois à longo prazo, isso pode agravar ainsuficiência cardíaca.

Insuficiência Cardíaca Sistólica (ICS)

Na insuficiência cardíaca sistólica, o coração perde a sua capacidade de contrair de forma adequada, o que permitiria que o sangue fosse enviado para a corrente sanguínea. Na verdade, neste caso, as doenças que causam insuficiência cardíaca sistólica podem danificar o músculo cardíaco.

Isto é o caso notadamente das seguintes doenças:

· Doença arterial coronariana: o coração não é devidamente oxigenado;

· Miocardite (inflamação do músculo cardíaco) devido às infecções;

· Doenças das válvulas do coraçã provocam refluxo de sangue para o coração;

· Arritmias cardíacas;

· Hipertensão arterial pulmonar: o coração trabalha mais, ele se expande, e provoca uma insuficiência cardíaca sistólica;

· Embolia pulmonar;

Algumas outras condições provocam a insuficiência cardíaca sistólica indiretamente, sendo elas as seguintes doenças:

· Anemia, o coração deve trabalhar mais para prover a quantidade necessária para o resto do corpo;

· Distúrbios da tireoide (hipotireoidismo e hipertireoidismo). O hipertireoidismo estimula mais o coração, o que o enfraquece, enquanto no hipotireoidismo há uma redução do hormônio da tireoide. Como o coração é um órgão dependente desses hormônios da tireoide, eventualmente, há um enfraquecimento do coração devido à redução desses hormônios.

· Insuficiência renal: os rins não conseguem eliminar bem. O coração bombeia mais sangue e se fatiga.

Insuficiência Cardíaca Diastólica (ICD)

Na insuficiência cardíaca diastólica, o coração tem dificuldade para se preencher, isto normalmente vem com a idade. Com efeito, as paredes do coração tornam-se mais rígidas. Outras causas de insuficiência cardíaca diastólica sã

· Hipertensão;
· Infecções que provocam um enrijecimento das paredes do coração;
· A pericardite (inflamação do revestimento do coração).

Mecanismo de Compensação

Na insuficiência cardíaca, o corpo utiliza diversos mecanismos de compensação. Estes mecanismos são muitas vezes úteis e eficazes, após um infarto do miocárdio, por exemplo. No entanto, a longo prazo, eles vão agravar a insuficiência cardíaca.

Estes mecanismos são:

· Liberação dos hormônios adrenalina e noradrenalina: este último irá aumentar a frequência e o trabalho cardíaco, a fim de aumentar o débito cardíaco (= aumento da quantidade de sangue bombeada para a circulação);

·
Diminuição da eliminação de sódio e água pelos rins: isso permite o aumento do volume sanguíneo, melhora a pressão;

· Aumento do volume das paredes dos ventrículos: as contrações são mais fortes, mas, eventualmente, tornam-se duras e causam a insuficiência cardíaca diastólica.

Pessoas de risco na Insuficiência Cardíaca

As pessoas com maior probabilidade de desenvolver a insuficiência cardíaca são as pessoas:

· idosas;
· que sofrem de hipertensão arterial;
· que sofrem de insuficiência renal;
· que sofrem de pericardite;
· que sofrem de hipo ou hipertireoidismo;
· anêmicas;
· que sofrem de uma inflamação do músculo do coração.

Sintomas da Insuficiência Cardíaca

Na insuficiência cardíaca, os sintomas serão diferentes para a insuficiência cardíaca sistólica e a insuficiência cardíaca diastólica. Isso quer dizer que, o estado do coração se agrava, quando os mecanismos compensatórios não são mais eficazes.

No entanto, podemos dizer que os sintomas de insuficiência cardíaca, em geral, são:

· Fadiga e fraqueza durante o exercício, devido à falta de oxigenação muscular;
· Sonolência;
· Confusão

Os sintomas se instalam em geral de maneira lenta. Diferentemente do infarto do miocárdio (coração).

Os sintomas no caso da insuficiência cardíaca direita sã edemas nos pés, tornozelos, pernas, fígado e abdômen. Náuseas e perda de apetite podem ocorrer quando demasiado líquido se acumula no abdômen.Perda de apetite, resultando em perda de peso e perda de massa muscular.

Quando a insuficiência cardíaca é esquerda, há um acúmulo de líquido nos pulmões. Isso gera uma dificuldade para respirar. Uma crise aguda de insuficiência cardíaca esquerda com um aumento súbito de água nos pulmões provoca desconforto e ansiedade. Uma complicação da insuficiência cardíaca esquerda é o surgimento da insuficiência cardíaca direita. Uma crise aguda requer hospitalização imediata, pois é uma situação de emergência.

Diagnóstico da Insuficiência Cardíaca

O surgimento dos sintomas faz com que haja suspeita da presença de insuficiência cardíaca.

O médico irá então proceder com um exame clínico, radiografia do tórax ou com um ecocardiograma que dá a imagem do coração. O médico irá usar o eletrocardiograma (ECG) a fim de determinar e avaliar as funções cardíacas. A cintilografia e o cateterismo cardíaco com angiografia permitem determinar as causas da insuficiência cardíaca. A biópsia só será realizada quando houver suspeita de infecção.

Exame Clínico

Durante o exame clínico, o médico vai olhar para os seguintes sinais clínicos para confirmar a presença da insuficiência cardíaca:

· Muitas vezes, um pulso fraco e rápido;
· Pressão arterial baixa;
· Arritmias;
· Distensão do coração;
· Acúmulo de líquido nos pulmões;
· Fígado “gordo”;
· Edema presente no abdômen ou membros inferiores (pés, tornozelos e pernas).

Radiografia do Tórax

A radiografia do tórax pode mostrar o tamanho do coração e a presença ou ausência de líquido nos pulmões.

Eletrocardiograma (ECG)

O eletrocardiograma é um instrumento importante para o médico, que o permite avaliar a função cardíaca. Para determinar se:

· há um ritmo cardíaco anormal;
· as paredes dos ventrículos estão mais espessas.

Ecocardiografia

A ecocardiografia é uma segunda ferramenta médica utilizada para avaliar a função cardíaca. O médico determinará:

· a espessura da parede do coração;
· o funcionamento das válvulas;
· a contração cardíaca.

Complicações da Insuficiência Cardíaca

Na insuficiência cardíaca, o coração para de funcionar corretamente e não pode enviar oxigênio suficiente para o cérebro, especialmente para áreas do cérebro que controlam a respiração. Isto leva à uma respiração periódica de difícil respiração, conhecida com respiração de Cheyne-Stokes. O paciente terá uma respiração profunda e rápida no início, e depois começa a ter apneia.

O músculo cardíaco tem dificuldade em bombear o sangue para fora das cavidades do coração na insuficiência cardíaca. O sangue estagna e forma coágulos sanguíneos. Estes coágulos são então empurrados para a corrente sanguínea, podendo obstruir as artérias do corpo, causando embolia. Fala-se em Acidente Vascular Cerebral (AVC) quando um coágulo obstrui uma artéria no cérebro. Um acidente vascular cerebral é perigoso e pode custar a vida do paciente, ou sequelas graves se não for tratada rapidamente.

Outras complicações da insuficiência cardíaca são os mesmos sintomas de insuficiência cardíaca, com o aparecimento de edemas em vários locais do corp os pés, tornozelos, pernas, fígado e abdômen.

Além disso, a insuficiência cardíaca esquerda pode resultar, eventualmente, em insuficiência cardíaca direita.

Tratamento da Insuficiência Cardíaca

O médico irá garantir não só o tratamento da insuficiência cardíaca, mas também das doenças que causam a insuficiência cardíaca ou que a agravam. Para isso, o médico irá utilizar uma variedade de medicamentos. A cirurgia só será realizada em casos de insuficiência cardíaca grave. De fato, a insuficiência cardíaca é uma doença crônica, mas os medicamentos vão melhorar a qualidade de vida e a expectativa de vida dos pacientes. Nota-se que, durante a insuficiência cardíaca aguda, a medicação vai ser diferente. Além disso, medidas de dietas e de um estilo de vida melhor podem ter efeitos benéficos na insuficiência cardíaca.

Tratamento da Causa

Dependendo da doença que provoca a insuficiência cardíaca, o médico irá utilizar vários medicamentos:

· Anti-hipertensivos;
· Antibióticos;
· Antianêmicos;
· Medicamentos contra a hipo ou hipertireoidismo.

Controle dos fatores associados e que agravam a insuficiência cardíaca

Ao controlar os fatores associados, diminuímos o risco de doenças coronarianas, de modo que contribuam para um melhor funcionamento do coração.

· Mudança no estilo de vida, manter a melhor forma possível;
· Reduzir a obesidade, já que essa condição força o coração a trabalhar mais. Fazer dieta.
· Parar de fumar, já que o fumo aumenta o risco de infarto do miocárdio;
· Controle da Diabetes;
· Diminuir a taxa de colesterol com uma dieta;
· Evitar dietas com elevado teor de sal, pois interfere com diuréticos;
· Reduzir o inchaço, elevando as pernas quando estiver sentado ou apoiar a cabeçasobre travesseiros se estiver com água acumulada nos pulmões;
· Diminuir os edemas utilizando meias de compressão.

Tratamento da Insuficiência Cardíaca

A insuficiência cardíaca deve ser cuidadosamente monitorada pelo médico, pois pode piorar de repente. Muitos medicamentos são utilizados no tratamento da insuficiência cardíaca:

· diuréticos para reduzir o edema. Existem vários tipos de diuréticos: diuréticos de alça, diuréticos tiazídicos. Estes medicamentos são normalmente administrados por via oral. Em caso de emergência, porém, será administrado por via intravenosa. Nota-se que, os diuréticos provocam perda de potássio, o médico irá usar um diurético poupador de potássio (espironolactona, por exemplo) ou fará uma suplementação com potássio;

·
inibidores da enzima conversora da angiotensina (ECA). Esta é a principal ferramenta para o tratamento farmacológico da insuficiência cardíaca. Estes medicamentos reduzem os sintomas e prolongam a duração de vida. Os inibidores da ECA causam dilatação das veias e artérias, facilitando a eliminação do excesso de água, reduzindo assim a sobrecarga do coração. Seu principal efeito colateral é o aparecimento da tosse. Razão pelo qual eles preferem os inibidores da ECA ou enzima conversora da Angiotensina II;

· Vasodilatadores. Hidralazina e nitroglicerina em spray e adesivo são utilizados quando o tratamento com inibidores da ECA não são eficazes;

· Beta-bloqueadores: melhoram a função cardíaca por abrandar o ritmo cardíaco e a força de contração;

· Digoxina: diminui a frequência cardíaca e a força dos batimentos cardíacos;

· Anticoagulantes: são usados para evitar os coágulos sanguíneos;

· Medicamentos antiarrítmicos: devem ser utilizados em transtornos do ritmo cardíaco;

· A cirurgia é um transplante do coração que é feita quando os medicamentos não são eficazes e que a insuficiência cardíaca é grave.
Tratamento da Insuficiência Cardíaca Aguda

O tratamento da insuficiência cardíaca aguda se faz na urgência do hospital. O médico irá prescrever medicamentos de ação rápida: os diuréticos e nitroglicerina por via intravenosa ou sublingual.

O médico, por vezes, recorre à morfina, para reduzir a ansiedade, se o paciente sofrer de edema pulmonar agudo.
Conselhos de prevenção e tratamento da Insuficiência Cardíaca

Conselhos de prevenção da Insuficiência Cardíaca

Uma vez que muitas doenças podem causar insuficiência cardíaca, é necessário tratá-las. Estas doenças são a hipertensão, hipo ou hipertireoidismo e anemia severa.

Um estilo de vida saudável também é aconselhável para manter o coração em boa condição de trabalho. Nós iremos enfatizar a atividade física e uma dieta saudável. De fato, a atividade física fortalece o músculo cardíaco e evita o sobrepeso. O excesso de peso tende a sobrecarregar o coração. Uma dieta com baixo teor de sal, por sua vez, impede a retenção de líquidos.

Também evite alimentos ricos em colesterol, pois podem entupir as artérias, causando a sobrecarga do coração.

Recomendamos também cessar o uso do tabaco, pois ele aumenta o risco de infarto do coração e, consequentemente, da insuficiência cardíaca.

Conselhos de tratamento da Insuficiência Cardíaca

Na insuficiência cardíaca, é fundamental manter as medidas tomadas para prevenir a insuficiência cardíaca:

· Tratar as doenças que podem provocar a insuficiência cardíaca;
· Manter bons hábitos alimentares e a atividade física;

Além disso, quando há edemas nos membros inferiores, é fortemente aconselhado a usar meias elásticas, elevar as pernas quando estiver sentado ou deitado. Se o edema for encontrado nos pulmões, deve-se repousar a cabeça sobre vários travesseiros para elevar a parte superior do corpo.

Finalmente, lembramos que é essencial fazer uma revisão completa dos seus medicamentos e ir ao médico regularmente, pois a insuficiência cardíaca é uma doença crônica que pode mudar rapidamente e colocar a vida dos pacientes em risco.



HIPERTENSÃO ARTERIAL

Hipertensão Arterial é o aumento da pressão com que o sangue circula pelas artérias do corpo humano. A termo de comparação, pode imaginar um esguicho de molhar jardins, como uma artéria e ao se apertar o mesmo, a água sai com maior força, isso seria a Hipertensão Arterial.

Esse aumento da pressão pode danificar os órgãos e tecidos do organismo, além de fazer com que o sangue não possa executar suas funções (levar oxigenio e outros nutrientes e retirar o "lixo", que precisa ser eliminado), como deveria.

E ainda, pode romper as artérias mais frágeis, causando hemorragias. Quando isso ocorre nas artérias do cérebro acontece o que se chama Acidente Vascular Cerebral - AVC - hemorrágico (o popular derrame cerebral).

Usando a mesma comparação anterior, pode-se entender que a "pressão alta" pode acontecer por dois motivos: o aumento da pressão da água da torneira (que seria o coração) e diminuição do calibre do esguicho. Esta segunda forma, mais comum, é o aumento da resistência periférica, que faz da Hipertensão Arterial, muito mais uma doença circulatória do que "cardíaca".

Em cerca de 95% dos casos, não é identificada a causa do aumento da pressão arterial e ela é chamada Hipertensão Arterial Essencial. Os outros 5% se dividem em aumento da pressão causado por doenças do coração, dos rins e das glandulas endócrinas (tireóide, suprarrenal, hipófise, etc.).

Pressão Arterial Sistólica (PAS) ou máxima é a pressão com que o sangue sai do coração e Pressão Arterial Diastólica (PAD) ou mínima é a pressão com que o sangue chega aos vasos sanguíneos da periferia do corpo humano.

É preciso deixar bem claro que para uma pessoa ser considerada portadora de Hipertensão Arterial, é preciso que os níveis de pressão permaneçam alterados por um determinado tempo, portanto uma medida com os níveis alterados não são suficientes, salvo raras exceções, para se dizer que a pessoa é doente. Isso se deve ao fato que, o exercício, as emoções e até mesmo a dor, entre outras coisas, podem causar uma elevação temporária da pressão, sem causar dano significativo ao organismo.

Entre os fatores que podem influenciar no surgimento e desenvolvimento da Hipertensão Arterial, podemos citar: o hábito de fumar, o "stress", o uso de bebidas com elevado teor alcoólico, a obesidade e, o mais importante, o uso excessivo de sal na alimentação. Essa influência vai a tal ponto que, às vezes, apenas o controle desses fatores são suficientes para o controle da pressão, sem necessidade de nenhuma outra medicação.

Vale a pena explicar como o uso de sal comum afeta a pressão arterial. O sal que usamos na alimentação, vai para o sangue e uma das principais características do sal é "chupar água" (veja como fica o saleiro em dias de chuva), aumentando a quantidade de sangue circulante. Como as artérias já estão com a sua resitência aumentada, a pressão do sangue no seu interior é elevada pela maior quantidade de sangue, o que faz subir mais ainda a pressão arterial.

O QUE PODE SER FEITO?

Em primeiro lugar, o hábito de se "medir a pressão", deve fazer parte do cotidiano das pessoas. Claro que se deve procurar locais onde existam pessoas capacitadas para fazer essa medida, para que os valores obtidos sejam de confiança.

O bom senso é o melhor conselheiro na questão do uso de cigarros e bebidas alcoólicas, sendo que cada um deve saber o limite entre o costume e o prejuízo que pode ser causado por cada um deles. Na questão das bebidas alcoólicas, por exemplo, as cervejas possuem entre 4 e 6% de teor alcoólico, os vinhos, entre 7 e 20%, as aguardentes e o whisky, 40 e 55%, a vodca, perto de 70%. Então cada uma dessas bebidas deve ser tratada de forma diferente.

A obesidade deve ser encarada como um desafio a vencer, e esse item está melhor desenvolvido no caso do diabetes. A questão do uso excessivo de sal na alimentação merece algumas considerações sobre o que eu vi e vejo nos 22 anos de clínica.

O primeiro problema é que os médicos não dão a devida importância para a redução do sal na dieta, como parte de um projeto de tratamento de Hipertensão Arterial, por apostarem na utilização de drogas hipotensoras ou por não desejarem interferir no cotidiano da família do paciente.

O segundo problema, é que os pacientes não encaram com a devida seriedade esta ação, talvez pelos mesmos motivos, ou por não contarem com autonomia suficiente para decidir sua dieta. A verdade é que, apenas uma pequena parte dos hipertensos, realmente, reduz a ingestão de sal, tornando necessário o uso ou o aumento da dose dos medicamentos, encarecendo o tratamento.

Se a Hipertensão Arterial em si, já é um problema, imagine quando ela é "ajudada" por outras doenças ou situações. Como por exemplo o diabetes, já que ambos causam danos para a circulação, rins, coração e cérebro. Outros fatores agravantes da Hipertensão Arterial são: o excesso de colesterol e triglicérides no sangue (em breve teremos uma página a respeito), doenças cardíacas e doenças renais.

 

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